EIXO 5 – O espaço urbano e a produção da saúde-doença

 

Ementa:

Nesse eixo pensamos em estruturar a discussão tendo como base o modelo de cuidado baseado na centralidade médica e hospitalar, e seus reflexos na manutenção e favorecimento do que chamamos de “indústria da saúde”. Assim como sua relação com o adoecimento, levando em consideração os modos de viver nos municípios da região metropolitana de São Paulo, o viver nas grandes cidades.

A reforma sanitária só conseguiu expandir serviços, mas não modificou a lógica do trabalho, não garantiu a efetivação da política de saúde. Avançamos no acesso a serviços, consultas, medicamentos, mas em que tudo isso resulta na população? Mesmo nossas avaliações, que já são parcas, estão sempre centradas na produção e muito pouco ou quase nada na efetividade, ou seja, no impacto que as ações de saúde tem nos indivíduos e na coletividade.

Continuamos obedecendo à lógica que combatemos e criticamos. O que estamos construindo afinal? Estamos nesse contexto tanto quanto as instituições e pessoas que criticamos e é impossível ter uma prática efetivamente transformadora se ignorarmos isso, temos que partir daí.

 

Palavras chave (para ajudar na inscrição dos trabalhos): processo saúde-doença; produção saúde-doença; espaços urbanos e construção da saúde; cidades saudáveis; medicalização da vida; saúde e território; processo de trabalho em saúde; uso do espaço urbano; uso do espaço rural; medicina baseada em evidências; práticas integrativas e complementares; cuidado em saúde; clínica ampliada; avaliação em saúde; espiritualidade e saúde; cidades sustentáveis; mobilidade urbana…