ORIENTAÇÕES PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS ATÉ 08/10/2017

O 15º Congresso Paulista de Saúde Pública receberá trabalhos até o dia 08/10/2017(PRORROGADO). Os trabalhos somente poderão ser submetidos pela internet, por meio desse site, para apresentação nas etapas regionais do Congresso. A etapa estadual em Novembro não contará com apresentação de trabalhos.
 
Os trabalhos a serem apresentados deverão estar relacionados aos eixos do congresso regional listados abaixo e poderão ter  os seguintes formatos:
 
1. Resumo de Pesquisa
2. Relato de Experiência 
A apresentação se dará via comunicação oral, com apresentação do relato em formato digital (não haverá apresentação de pôsteres escritos), em salas para cada tema relacionado abaixo:
 
EIXO 1 – O sofrimento psicossocial e porquê a criminalização das drogas faz mal à Saúde Mental
Ementa: O uso e abuso de substâncias é algo relacionado às questões econômicas, culturais, sociais e de saúde. Classe, gênero, cor, entre outros determinantes influem diretamente nas formas de ação do poder público, desde a criminalização, no campo da justiça, até as internações compulsórias no campo da saúde. Apesar dos avanços da política de saúde no que toca a questão de álcool de drogas, inclusive considerando os avanços da Reforma Psiquiátrica e da luta antimanicomial, as práticas no campo são ainda incipientes. Nas políticas locais, nos deparamos com lógicas de redução de danos e promoção de autonomia do sujeito convivendo com práticas manicomiais.
 
Palavras chave: álcool e outras drogas; redução de danos; criminalização; reforma psiquiátrica; antiproibicionismo; práticas em saúde mental; direitos humanos.
 
 
EIXO 2 – O Trabalho e a Saúde
EmentaAs relações entre trabalho e saúde na contemporaneidade apresentam grandes conflitos. A superexploração do trabalho e a restrição dos direitos vinculados à formalização trabalhista e aos direitos sociais, que são aspectos presentes na história brasileira. As relações do trabalho em saúde tem duas perspectivas centrais no campo da saúde coletiva, a primeira aborda a relação do trabalho em saúde e o cuidado sob diversos matizes teóricos; a segunda analisa a condição de saúde da totalidade dos trabalhadores. A discussão contemporânea aponta o caminho de “mão dupla” entre as perspectivas anunciadas, com a elaboração de sínteses e enfrentamentos no cotidiano do trabalho.
Palavras chave: trabalho em saúde; o sofrimento no trabalho; superexploração do trabalhador; reforma trabalhista; educação permanente em saúde; educação continuada; saúde do trabalhador; direitos sociais; precarização do trabalho.
 
EIXO 3: O impacto dos Modelos de Gestão sobre o Direito à Saúde
 
EmentaArgumenta-se que o Estado deva garantir e proteger direitos. Entretanto, é inegável que sua dinâmica atue, frequentemente, sequestrando garantias obtidas e comprometendo o passo civilizatório, em nome da obediência à economia política estruturada pelo capital. Assim, é desafiador disputar um exercício político promotor de novos e continuados direitos à sombra do Estado que, invariavelmente, não concederá à vida humana mais do que concede à vida financeira, mas que ambas lhe perpassam e que o constituam. Nesta perspectiva, será preciso resgatar o pensamento e os marcos fundantes do Estado Moderno, enquanto elemento indispensável para a compreensão do estabelecimento das contradições entre o capital e a conquista de direitos, bem como suas peculiaridades para a Contemporaneidade, mantendo regimes de exclusão e, até mesmo, promovendo retrocessos, quando da necessidade de reorganizar-se diante de crises estruturais. Faz-se imperioso criticar e repensar o marco político do modelo de financiamento da política social, considerando os avanços, mas igualmente os limites, do Estado de Bem Estar Social, de inspiração keynesiana e beveridgeana, superando o discurso falacioso de que a proteção securitária não se efetiva por falta de eficiência do Estado em apresentar-se como gestor.
Palavras chave: terceirização; políticas em saúde; modelos de gestão; cortes na saúde; gestão em saúde; custo-efetividade; OSS; fundações; autarquias; modelos de Estado; modelos econômicos; economia política; economia da saúde; judicialização.
 
EIXO 4: Movimentos Sociais e Rebelião
Ementa: Os conflitos pela conquista de novos direitos 
 
e pela ampliação de garantias obtidas são correntes em meio a uma sociedade hegemonizada pelo Capital. Inúmeras contradições acumulam-se quando há negligência em o Estado prover cuidado, e, igualmente, quando é provido de forma desconectada de legitimidade com os seus beneficiários. Assim, é inocultável a insatisfação histórica dos setores marginalizados em relação às políticas que os incidem. Porém, esta insatisfação, e as respostas, estas também políticas, construídas para manifestá-la, não são homogêneas no seio social. Há uma plêiade de métodos empregados tanto para a análise da contradição, quanto do melhor percurso para se atingir a conquista do direito. Nesta perspectiva, lato sensu, os movimentos sociais disputam a construção política interpretando o conflito com a Institucionalidade de forma diversa. Há os que se pautam pela substituição do exercício do Estado, sobretudo quando de sua atuação defasada; os que concorrem e competem com sua ação, compondo com seus exercícios quando julgam tático para efetivar as disputas; e os que repudiam interlocução com estas qualquer forma institucionalizada de poder. Indicar processos unitários e construção de significados comuns na luta pela manutenção e conquista de direitos pode interessar com intensidades diversas aos movimentos sociais, como forma de disputa política substanciosa, contudo trata-se proposição inocultável diante da retração de garantias e supressão de direitos nos momentos de crise estrutural.
Palavras chave: conselhos de saúde; movimentos sociais; movimentos de base; representatividade e representação na sociedade; participação popular; educação popular em saúde; mobilização social; conselho gestor; controle social.

 

 
EIXO 5 – O espaço urbano e a produção da saúde-doença
EmentaNesse eixo pensamos em estruturar a discussão tendo como base o modelo de cuidado baseado na centralidade médica e hospitalar, e seus reflexos na manutenção e favorecimento do que chamamos de “indústria da saúde”. Assim como sua relação com o adoecimento, levando em consideração os modos de viver nos municípios da região metropolitana de São Paulo, o viver nas grandes cidades. A reforma sanitária só conseguiu expandir serviços, mas não modificou a lógica do trabalho, não garantiu a efetivação da política de saúde. Avançamos no acesso a serviços, consultas, medicamentos, mas em que tudo isso resulta na população? Mesmo nossas avaliações, que já são parcas, estão sempre centradas na produção e muito pouco ou quase nada na efetividade, ou seja, no impacto que as ações de saúde tem nos indivíduos e na coletividade. Continuamos obedecendo à lógica que combatemos e criticamos. O que estamos construindo afinal? Estamos nesse contexto tanto quanto as instituições e pessoas que criticamos e é impossível ter uma prática efetivamente transformadora s
e ignorarmos isso, temos que partir daí. 
Palavras chave: processo saúde-doença; produção saúde-doença; espaços urbanos e construção da saúde; cidades saudáveis; medicalização da vida; saúde e território; processo de trabalho em saúde; uso do espaço urbano; uso do espaço rural; medicina baseada em evidências; práticas integrativas e complementares; cuidado em saúde; clínica ampliada; avaliação em saúde; espiritualidade e saúde; cidades sustentáveis; mobilidade urbana.
Obrigatoriedade de pagamento da taxa de inscrição
Não é necessário efetuar o pagamento da inscrição no momento do cadastramento e / ou submissão dos resumos. Entretanto, caso o trabalho seja aprovado, para garantir a sua inclusão na programação do evento, o autor responsável pelo trabalho (autor principal ou coautor) deverá realizar o pagamento até o dia 07 de outubro de 2017.
MODELO:
Para ambos formatos deverão conter: 
Título: O campo deve ser preenchido com até 170 caracteres, considerando os espaços. 
Autores: Informar nome completo, nome em formato para referência. Primeiro deve ser informado o autor principal e em seguida, se houver, o(s) coautor(es).
Resumo: O texto deve ser objetivo e conciso com até 3000 caracteres, incluindo espaços. Os tópicos abaixo são essenciais para a estruturação do resumo:
Período de Realização
Objeto da experiência/pesquisa
Metodologia

Resultados
Análise Crítica sobre o trabalho
Conclusões e/ou Recomendações